domingo, 19 de novembro de 2017

Sabemos como fazer, a VALE também sabe

UMA EMPRESA VALIOSA
 E SEU LEGADO

As ideias e proposições aqui apresentadas fazem parte dos estudos da EXCLUSIVA CONSULTORIA e estão sob proteção autoral. Há livros, apostilas e textos registrados publicados pelo consultor Paulo Souza em universidades, blogs e livros autorais, inclusive no Plano de Governo de um jovem candidato a prefeito de Parauapebas. Portanto são proposições de trabalho e estamos abertos a discutir em grupo e a alinhar estratégias de negociação com autoridades, executivos e grupos populares de autodefesa e que se sentem prejudicados pela mineradora e mesmo a própria, nas suas intenções recentes de agir como empresa do NOVO MERCADO DA BOLSA DE VALORES BRASILEIRA. A econometria, planos de negócios, analise jurídica e econômica e outros meios para se chegar a essas realizações, que sabemos das barreiras, estão prontos ou faltando detalhes de acesso.










O recorrente sucesso da VALE, no quesito importância financeira global e sucesso absoluto do seu principal produto em todos os mercados do mundo tem suscitado controvérsias e provocado muitas discursões. Em muitas situações, critica-se a empresa justamente pelo seu sucesso espetacular, sua lucratividade e seu posicionamento agressivo frente aos mercados. 

Ora, não acho e não participo de grupos de lamentações contra quem tem sucesso e meios para alcança-lo. A VALE trabalha de forma incansável para obter o sucesso que tem. Portanto, temos que aplaudir suas conquistas e aprender com ela. 

Cumpre todos os acordos, paga seus impostos e agora decidiu entrar no NOVO MERCADO, onde promete ser mais transparente e agir como na BOLSA DE NOVA YORK.

Portanto acredito eu que chegou o momento das grandes conversas com a VALE, saindo do campo das críticas para o campo das ações efetivas e novo comportamento de todos nós, prejudicados pela VALE. Não deixando de lembrar que, somos prejudicados pela sua existência, se ela não estivesse aqui, nenhum de nós aqui estaria.
Começamos pela questão da utilização das águas. Temos fortes e sérios indícios que a seca do Rio Parauapebas é causada pelas explosões e por negligencia da VALE. Precisamos que essa nova VALE, em conjunto com nosso pessoal, proceda uma investigação detalhada e nos forneça elementos para dirimir as dúvidas. Se houve negligencia de sua parte, deve propor compensações, deve se posicionar como uma empresa transparente, grande e séria.

Os comitês de mineração, conferencia, separação dos metais, controle de embarque, manutenção da floresta devem ser estimulados por essa nova empresa. A recompensa condicionante de sua licença ambiental deve ser cumprida até com certa antecedência, compromisso e determinação.

A linha férrea que um prefeito comprado permitiu rasgar a cidade, deve ser retirada e voltar ao plano original, passando fora de Parauapebas. As famílias das casas abaladas devem ser imediatamente indenizadas. A VALIA deve e pode assumir a administração do Hospital de Parauapebas, deve nos ajudar a buscar escolas renomadas para instalar aqui um polo de desenvolvimento ambiental e de saúde tropical, atraindo mentes de todo o mundo.

A VALE deve propor à prefeitura o FUNDO SOBERANO MUNICIPAL em que ela depositaria mais x por cento do CFEM e a prefeitura uma contra partida para criarmos condições de financiar o distrito industrial ou investir na diversificação econômica.

Pode ainda nos ajudar a erguer o museu da selva e da mineração, atraindo turistas e ajudando na diversificação da produção de riqueza local. Ainda, pode entregar o Núcleo Urbano à prefeitura, permitindo a cobrança de IPTU e a gestão do Cine Teatro, abrindo ainda seu hospital aos cidadãos de Parauapebas.

Enfim, é tanta coisa que juntos, VALE e POPULAÇÃO DE PARAUAPEBAS podem fazer que me surpreendo quando alguém reclama do sucesso da VALE, sem apresentar a conta para uma empresa tão zelosa quanto aos seus ganhos. Mas sem pedir, sem nos posicionarmos de forma coerente e empresarial, como uma empresa tão competente e produtiva pode nos ouvir?

terça-feira, 31 de outubro de 2017

CONTABILIDADE DO TERCEIRO SETOR

Chama-se “terceiro setor” as organizações não governamentais (sigla ONG), que
não têm finalidade de lucro, mas congregam objetivos sociais, filantrópicos,
culturais, recreativos, religiosos, artísticos.
O primeiro setor é o governo, que é responsável pelas questões sociais.
O segundo setor é o privado, responsável pelas questões individuais, tendo
objetivo primordial o lucro.
O terceiro setor é constituído por organizações sem fins lucrativos e não
governamentais, que tem como objetivo gerar serviços de caráter público.

NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE APLICÁVEIS AO TERCEIRO SETOR
As entidades sem finalidade de lucro são aquelas em que o resultado positivo
não é destinado aos detentores do patrimônio líquido e o lucro ou prejuízo
são denominados, respectivamente, de superávit ou déficit (NBC T 10.19.1.3).
Tais entidades, mesmo aquelas que tenham sede no exterior, mas que atuem no
Brasil, devem seguir as normas contábeis brasileiras.

A estrutura patrimonial definida pela Lei das Sociedades por Ações (Lei
6404/1976) é a base da contabilidade do terceiro setor.

A CONTABILIDADE DO TERCEIRO SETOR
1) Aplicam-se a essas entidades os Princípios Fundamentais de Contabilidade,
bem com as Normas Brasileiras de Contabilidade e suas Interpretações Técnicas
e Comunicados Técnicos, editados pelo Conselho Federal de Contabilidade.
2) As entidades sem finalidade de lucro são aquelas em que o resultado
positivo não é destinado aos detentores do patrimônio líquido e o lucro ou
prejuízo são denominados, respectivamente, de superávit ou déficit. 3) O
valor do superávit ou déficit do exercício deve ser registrado na conta
Superávit ou Déficit do Exercício enquanto não aprovado pela Assembléia dos

associados e após a sua aprovação, deve ser transferido para a conta
Patrimônio Social.

NOSSO TRABALHO junto a essas instituições, Institutos, Fundações,
Associações, Sindicatos, Uniões, Agrupamentos, Movimentos, etc. é dar
legalidade, fomentar o registro cartorial ou comercial, fundamentar a
existência técnica e legal, fornecendo elementos jurídicos, contábeis e
financeiros, além do apoio social aos fundadores e lideranças.
Trabalhamos há vinte anos apoiando as mais tradicionais entidades do Terceiro
Setor de Parauapebas e Região. Estamos prontos para atender quaisquer demanda
de ação ou funcionamento. E a preços sociais.

PROJETOS PARA O TERCEIRO SETOR
Há abundancia de recursos disponíveis, tanto a nível de governo quanto a
nível da iniciativa privada. Ambos nacionais ou internacionais. Atendemos a
elaboração, tradução, envio e negociação dos projetos em quaisquer escala de
volume técnico, financeiro, logístico e social.
Fale conosco.EXCLUSIVA CONSULTORIA\ FENIX CONTABILIDADE.


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Teremos mais informações?



Por Marcelo Villela, outubro 20th, 2017, 0:01 - LINK PERMANENTE








Vale informou ao mercado ontem à noite sobre a aprovação, em Assembleia Extraordinária, da proposta de conversão de todas as açõespreferencias (PN, sem voto) classe “A” em ações ordinárias da empresa, na proporção de 0,9342 ação ON por PNA, mesma proporção do movimento de conversão anterior.

A medida agradou analistas, que veem o avanço do processo como um indicador de melhora de governança da empresa, reduzindo seu desconto em relação aos seus pares. A Vale divulgou hoje que a produção de minério de ferro foi recorde no terceiro trimestre. Apesar das boas notícias, a ação ON da mineradora cai 0,6%, refletindo o mau humor do mercado em geral no Brasil e no exterior. O Índice Bovespa recua 1,49%, para 75.448 pontos, enquanto o Euro Stoxx 50 cai 0,53%. O Dow Jones, em Nova York, recua 0,23%.

A empresa também informou sobre o Direito de Retirada. Apenas os acionistas das ações PNA dissidentes da deliberação da Assembleia Especial que aprovou a Conversão das Ações Remanescentes terão o direito de retirar-se da companhia. O valor patrimonial a ser pago ficou em R$ 24.26 por ação, calculado com base no último balanço aprovado pela Assembleia Geral Ordinária de 20 de abril de 2017, levantado em 31 de dezembro de 2016.

A aprovação da conversão permitirá que a Vale antecipe sua entrada no segmento Novo Mercado, nível de mais alta governança corporativa da B3, inicialmente esperada para 2019, diz o BB Investimentos em relatório aos investidores. Ao se tornar uma corporação sem controle definido, o banco acredita que o desconto existente com relação aos seus pares internacionais diminua, considerando que um dos pontos questionados pelos investidores sobre a interferência em sua governança deva ser minimizado.

Mais liquidez
O processo deve também aumentar a liquidez das ações da empresa e melhorar o acesso ao mercado de capitais. Além disso, ao ter o controle diluído, a Vale aumentará a influência do Corpo Diretivo na administração da companhia, diretoria essa que deverá ser composta por especialistas com melhor visão e experiência de mercado e menos interferência de um ou outro controlador.

Para o analista Gabriela Cortez, a Vale está se consolidando como líder na indústria do minério de ferro, aproveitando-se do momento positivo em que atualmente se encontra. O processo de entrada no Novo Mercado agregará ainda mais à tese de investimentos da companhia, com uma melhora na sua governança ganhando espaço. “Não obstante, operacionalmente, lembramos que o Sistema Norte operará com capacidade de 230 mtpa em 2020, quando o S11D estiver operando totalmente”, diz a analista em relatório.

O projeto deve ser entregue dentro de cronograma e abaixo do orçamento inicial de US$ 19,7 bilhões (atualmente em US$ 14,5 bi). A nova unidade será uma das mais eficientes e flexíveis do mundo. Adicionalmente, com a ocupação da capacidade (ramp up) de S11D, o BB Investimentos espera mais redução de custos e ganhos de margens por vir, fortalecendo a geração de caixa, diminuindo a alavancagem e aumentando os resultados.

A mina conta com um minério de ferro de altíssima qualidade (quase toda a produção do sistema já entrega um minério com teor de 65%) e uma estrutura bastante enxuta que faz dela uma das minas com um dos menores custo. “Dito isto, reafirmamos nossa visão positiva sobre a companhia, mantendo nosso preço-alvo 2018 em BRL 43,00 (USD 12,70) com recomendação Outperform (compra)”, diz a analista.

A notícia da proximidade com o Novo Mercado deve favorecer as ações da Vale, juntamente com a do aumento de produção no terceiro trimestre, diz a corretora Coinvalores. O desempenho operacional da mineradora seguiu sólido no terceiro trimestre. A produção consolidada de minério de ferro foi 3,6% maior do que a registrada no trimestre anterior, devido ao aumento de produção no Sistema Norte e o ramp up do S11D, onde há maior eficiência operacional, e a redução na produção do Sistema Sul e Sudeste, dado a estratégia atual de maximizar as margens. Dessa forma, o teor médio de ferro apresentou ligeira melhora, saindo dos 63,8% do 2T para 64,1% agora.

Vale é “top pick” do Itaú
Já para o Itaú, a notícia sobre o Novo Mercado é marginalmente positiva, pois confirma que a governança da empresa atingirá os mais altos padrões brasileiros. O banco mantem a recomendação de compra (outperform) com preço justo para o fim de 2018 de R$ 41,00.

A Vale é uma das empresas preferidas do universo de cobertura da Itaú Corretora, considerando a dinâmica de cortes de custos, melhora na governança corporativa e o cenário favorável com o preço do minério de ferro no patamar atual. Nos últimos três pregões, as ações apresentam quedas consecutivas, que o banco vê como um ponto de entrada favorável para uma operação de curto prazo.

A corretora espera também resultados fortes no terceiro trimestre, beneficiados por melhores preços realizados do minério de ferro (US$ 65/tonelada vs. US$ 50/tonelada no segundo trimestre), menores custos de caixa e resultados mais fortes da operação de metais básicos. A empresa divulgará seus resultados no dia 26 de outubro, e os analistas do Itaú projetam um lucro antes de impostos, depreciação e amortização (Lajida ou Ebitda) de US$ 4,3 bilhões.

Além dos indicadores fundamentalistas, de acordo com a análise gráfica, com as quedas recentes, a ação aproximou-se do suporte em R$ 31,50, que pode ser um ponto de retorno para ação nos próximos dias. Neste caso, a ação VALE3 poderá buscar as resistências em R$ 33,65, R$ 34,30 e R$ 35,70.
Este conteúdo foi originalmente publicado no site Arena do Pavini
Fonte: Exame

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Desconfio dos poderes dessas MPs



Convidados de audiência defendem MP que altera legislação sobre mineração
Paulo Sérgio Vasco | 26/09/2017, 19h25 - ATUALIZADO EM 26/09/2017, 19h41





Marcos Oliveira/Agência Senado
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Proposições legislativas
Convidados de audiência pública defenderam, nesta terça-feira (26), a revisão do Código de Mineração (Decreto-Lei 227/1967) e da legislação em vigor. A audiência foi promovida pela comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) 790/2017, que altera regras para a pesquisa mineral.

Para o representante da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM), Luís Maurício Azevedo, as alterações feitas pela MP na legislação favorecem o aumento da produtividade, reduzem a carga burocrática e promovem a transparência no trato dos títulos minerários.

- Buscamos aumentar as descobertas, diversificar a fase produtiva e a base empresarial, em um país concentrado nas pequenas commodities. O Brasil ocupa o 69º lugar na questão de atratividade e regulação devido a questões que precisam ser resolvidas – afirmou.

Entre os pontos positivos da MP, Azevedo citou a possibilidade de renúncia parcial do título de mineração, de aproveitamento de substâncias associadas e a alteração do prazo de validade do alvará de pesquisa.

Azevedo, porém, defendeu o aprimoramento de questões relacionadas a licenças ambientais - “não entendemos porque precisamos renovar isso a cada seis meses” – e a aplicação de multas proporcionais ao faturamento da empresa, “e não às circunstâncias”.

Na avaliação do representante do Ministério de Minas e Energia, Vicente Humberto Lobo da Cruz, não existe vida moderna sem o bem mineral. Ele ressaltou que a mineração representa 20% da balança comercial brasileira e 4% do produto interno bruto (PIB).

Vicente Humberto Lobo da Cruz defendeu o comprometimento socioambiental do setor de mineração, afirmando que é preciso mudar a imagem no Brasil de que mineração é garimpo ilegal.

- É preciso trazer de volta o ambiente regulatório de segurança jurídica comprometido com o futuro, favorecendo o retorno do capital que será investido na geração de emprego – afirmou.

Representante do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) Victor Hugo Bicca apontou defasagem do Código de Mineração, de 1967, o qual passou por uma única atualização, em 1996.

- O modelo esgotou, é preciso avançar, oxigenar, é preciso novos investimentos. A sociedade está exigindo isso do poder público, e é isso que estamos buscando – afirmou.

O advogado e professor da Universidade de Brasília (UnB) Adriano Drummond Cançado Trindade disse que a MP não só aumenta o prazo de pesquisa, como elimina alguns “buracos”, como o que obrigava o titular a interromper a pesquisa no momento de prorrogação da licença.

Representante do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) Juliana Rocha destacou que a MP deixa clara para o empreendedor a obrigação de recuperação de áreas degradadas.

Relator da MP, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) disse que o Ibama deveria delegar a concessão de licença ambiental aos estados, e estes aos municípios, como forma de tornar mais ágil a pesquisa no setor mineral.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)